Aprendi, com a vida, que todas as situações difíceis são ultrapassadas através de fases. Passamos por várias fases até chegar à aceitação.
Falo nisto porque acho que já passei por várias fases neste processo de separação. Já neguei, já aceitei (ou achei que sim), já quis desistir, já quis lutar, já neguei outra vez. E agora, acho que estou a chegar à fase da aceitação. Aceitar que acabou. Ainda não cheguei lá, calma. Mas acho que estou perto.
E isso assusta-me. É assustadora a ideia de aceitar que acabou. Acho que quando isso acontecer, vai acabar mesmo e a verdade é que que não quero que acabe.
A aceitação não é desistir. É aceitar que não há mais. Que o amor, a felicidade, a alegria e a tristeza que sempre nos uniram, acabaram. Eu não quero desistir. Muito menos quero aceitar, porque isso vai ser uma confirmação do que eu mais temo. Mas acho que estou lá tão perto...
A aceitação costuma trazer o alívio. Já o experienciei noutras situações e foi o que aconteceu. Mas desta vez, e nesta situação em particular, traz angústia, medo e não alivia... Faz doer.
Será que a dor depois passa? Ou vai ficar adormecida e acorda só de vez em quando?
E as coisas que me deste? O que lhes faço? Nem posso olhar para elas... Dói-me o seu significado. Fomos tão felizes quando nos amámos sem pensar em mais nada.
E porque é que o amor não pode chegar? Não é o amor suficiente para pelo menos tentar? Nunca sabemos se vai resultar, é verdade. Se alguém vai voltar a sofrer... Mas não podemos tentar? O nosso amor não chega? Eu achava que sim.
Mas estou a aceitar.
Vou aceitar. E não quero aceitar.
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