Não têm sido fáceis, estes últimos dias. A separação final, que hoje me parece inevitável, foi, e ainda é, dura. Recomeçar do zero, sozinha, em Lisboa. Voltar a ser a Maria dos Tralhos. Se há um ano atrás me dissessem que hoje estava aqui a escrever, sendo novamente a Maria dos Tralhos, ia rir até me doer a barriga. Mas hoje, apetece-me tudo, menos rir. É engraçado, porque também já não me apetece chorar. Sinto-me triste e desolada por dentro. Mas mantenho a minha postura de que tudo vai correr bem. E, apesar de ainda não acreditar nisso, lá no fundo eu sei que tudo vai correr bem.
Espero um dia olhar para trás e ter a certeza de que isto foi o melhor para a minha vida. E, também lá fundo fundo, sei que esse dia vai chegar. Que esse pensamento vai surgir. E nesse dia, vou respirar de alívio e de felicidade. Posso estar sozinha. Talvez até esteja. Ninguém precisa de ninguém quando se tem a si próprio. Mas vou respirar felicidade. Vou respirar calmamente e sorrir. E a vida vai ajudar-me a dar a volta. Há situações piores, que já enfrentei e que dei a volta. O fim de uma relaão não é o fim do mundo. Tenho um futuro pela frente. Um futuro que vou lutar até não poder mais, para ser brilhante. E vai ser. A partir de hoje, sou só eu. Acabou-se o pôr toda a gente em primeiro lugar. Acabaram-se as preocupações com os outros; se posso dizer isto, se posso fazer aquilo. Acabaram-se as mentiras e as intrigas. Acabou-se a família... mas, com isso, também acabou muita coisa.
Espero, do fundo do coração, daqui a uns tempos, olhar para trás e conseguir perdoar. Não gostava de perder uma amizade tão sincera. Mas a ferida tem de sarar. E está muito aberta.
A partir de hoje, todos os minutos são meus. Todos os segundos são para mim. Tudo, a minha vida, o meu mundo, sou eu e eu. Talvez um dia, consiga pensar em mais alguém.
Hoje, é só a minha sanidade mental que interessa.
Amem-se uns aos outros. Mas pensem sempre primeiro em vocês. SEMPRE!

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