Aprendi, com a vida, que todas as situações difíceis são ultrapassadas através de fases. Passamos por várias fases até chegar à aceitação.
Falo nisto porque acho que já passei por várias fases neste processo de separação. Já neguei, já aceitei (ou achei que sim), já quis desistir, já quis lutar, já neguei outra vez. E agora, acho que estou a chegar à fase da aceitação. Aceitar que acabou. Ainda não cheguei lá, calma. Mas acho que estou perto.
E isso assusta-me. É assustadora a ideia de aceitar que acabou. Acho que quando isso acontecer, vai acabar mesmo e a verdade é que que não quero que acabe.
A aceitação não é desistir. É aceitar que não há mais. Que o amor, a felicidade, a alegria e a tristeza que sempre nos uniram, acabaram. Eu não quero desistir. Muito menos quero aceitar, porque isso vai ser uma confirmação do que eu mais temo. Mas acho que estou lá tão perto...
A aceitação costuma trazer o alívio. Já o experienciei noutras situações e foi o que aconteceu. Mas desta vez, e nesta situação em particular, traz angústia, medo e não alivia... Faz doer.
Será que a dor depois passa? Ou vai ficar adormecida e acorda só de vez em quando?
E as coisas que me deste? O que lhes faço? Nem posso olhar para elas... Dói-me o seu significado. Fomos tão felizes quando nos amámos sem pensar em mais nada.
E porque é que o amor não pode chegar? Não é o amor suficiente para pelo menos tentar? Nunca sabemos se vai resultar, é verdade. Se alguém vai voltar a sofrer... Mas não podemos tentar? O nosso amor não chega? Eu achava que sim.
Mas estou a aceitar.
Vou aceitar. E não quero aceitar.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
Dias.
Dois dias. Passaram dois dias desde a última vez que falámos.
Parece uma eternidade. Ontem foi mais fácil. Mas hoje? Oh meu Deus... já me apeteceu ligar, mandar mensagem... Pôr indirectas no facebook!! Sim, sinto-me uma criança.
Estou tão assustada. Se me diz que "agora ainda não consegue", ou que "não dá", ou que "é o melhor a fazer" ... não sei como vou reagir. Passei o fim de semana a pensar nisso e eu sei que o mais provável é dizer-me uma dessas coisas... E até me estou a mentalizar disso... Mas não consigo encaixar isso. Não entra na minha cabeça.
Só passaram dois dias e eu já não aguento. E quando tiverem passado duas semanas? Ou dois meses? Tive esperança de que falassemos antes... Mas aparentemente, não é assim tão difícil... Será que sou eu que estou a exagerar?? Meu Deus, preciso mesmo de uma luzinha porque isto está difícil...
E amanhã? Amanhã é Segunda. A que horas vai ligar? E vai mesmo ligar? Vou ter de passar mais um dia nesta agonia? Sinceramente não sei se consigo... Não estou preparada.
Não estou mesmo preparada para o fim.
Parece uma eternidade. Ontem foi mais fácil. Mas hoje? Oh meu Deus... já me apeteceu ligar, mandar mensagem... Pôr indirectas no facebook!! Sim, sinto-me uma criança.
Estou tão assustada. Se me diz que "agora ainda não consegue", ou que "não dá", ou que "é o melhor a fazer" ... não sei como vou reagir. Passei o fim de semana a pensar nisso e eu sei que o mais provável é dizer-me uma dessas coisas... E até me estou a mentalizar disso... Mas não consigo encaixar isso. Não entra na minha cabeça.
Só passaram dois dias e eu já não aguento. E quando tiverem passado duas semanas? Ou dois meses? Tive esperança de que falassemos antes... Mas aparentemente, não é assim tão difícil... Será que sou eu que estou a exagerar?? Meu Deus, preciso mesmo de uma luzinha porque isto está difícil...
E amanhã? Amanhã é Segunda. A que horas vai ligar? E vai mesmo ligar? Vou ter de passar mais um dia nesta agonia? Sinceramente não sei se consigo... Não estou preparada.
Não estou mesmo preparada para o fim.
sábado, 15 de novembro de 2014
Weekend.
Este é o fim de semana mais assustador de toda a minha vida.
Nunca estivémos um dia sem nos falar. Nunca.
E estou assustada. Estou tão assustada. Acho que agora tudo se vai resolver. Mas, infelizmente, não estou com um bom feeling.
Espero que esta história dos feelings seja treta.
Nunca estivémos um dia sem nos falar. Nunca.
E estou assustada. Estou tão assustada. Acho que agora tudo se vai resolver. Mas, infelizmente, não estou com um bom feeling.
Espero que esta história dos feelings seja treta.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Tired.
E é assim. Mais uma conversa, mais uma desavença, mais uma vez uma esperança que morre.
Eu sei que a culpa é minha. Mesmo que não soubesse, quase que mo é lembrado todosos dias. Mas também me sinto cansada. Também tenho problemas, também tenho de lidar com mil e uma coisas.
Se vou desistir? Não sei. Mas neste momento estou demasiado cansada para lutar. Nem sei como me consigo levantar todas as manhãs... e quando há um dia em que estou menos mal, acaba por piorar sempre. E sim, a culpa disto também é minha, porque sou que puxo conversa. Eu não quero desistir. Não quero mesmo. Mas sinto que estou a lutar sozinha por uma coisa que pode nunca mais existir. E a questão é: vale a pena? Implorar, insistir... Tentar investir sozinha no futuro de uma relação? Sinceramente, não sei. Neste momento não sei de nada. Uma relação não se contrói com uma só pessoa. E parece que sou a única interessada...
Portanto vou-me afastar. O mais que conseguir. Vou torturar-me todos os dias para me afastar. Vou sofrer todos os dias para me afastar. Mas de facto, devo concentrar-me nos meus problemas... Se eu posso estar em último lugar na sua vida, não lhe posso dar o primeiro na minha.
Eu sei que magoei, que fiz sofrer. Mas eu também me estou a magoar e a sofrer. Também me está a abrir uma ferida. Enfim... Também estou cansada de me queixar. Estou cansada desta porcaria toda.
E isto dói tanto que não sei explicar. Sinto-me uma verdadeira nóda negra para o mundo.
E mesmo assim, continuo a sentir tanta falta daquele sorriso :'(
Eu sei que a culpa é minha. Mesmo que não soubesse, quase que mo é lembrado todosos dias. Mas também me sinto cansada. Também tenho problemas, também tenho de lidar com mil e uma coisas.
Se vou desistir? Não sei. Mas neste momento estou demasiado cansada para lutar. Nem sei como me consigo levantar todas as manhãs... e quando há um dia em que estou menos mal, acaba por piorar sempre. E sim, a culpa disto também é minha, porque sou que puxo conversa. Eu não quero desistir. Não quero mesmo. Mas sinto que estou a lutar sozinha por uma coisa que pode nunca mais existir. E a questão é: vale a pena? Implorar, insistir... Tentar investir sozinha no futuro de uma relação? Sinceramente, não sei. Neste momento não sei de nada. Uma relação não se contrói com uma só pessoa. E parece que sou a única interessada...
Portanto vou-me afastar. O mais que conseguir. Vou torturar-me todos os dias para me afastar. Vou sofrer todos os dias para me afastar. Mas de facto, devo concentrar-me nos meus problemas... Se eu posso estar em último lugar na sua vida, não lhe posso dar o primeiro na minha.
Eu sei que magoei, que fiz sofrer. Mas eu também me estou a magoar e a sofrer. Também me está a abrir uma ferida. Enfim... Também estou cansada de me queixar. Estou cansada desta porcaria toda.
E isto dói tanto que não sei explicar. Sinto-me uma verdadeira nóda negra para o mundo.
E mesmo assim, continuo a sentir tanta falta daquele sorriso :'(
Lost.
Os últimos dias não têm sido fáceis... O aniversário... Que foi um dia tão triste...
Por outro lado, às vezes sinto que nos aproximamos. Mas depois há sempre momentos e palavras que me fazem duvidar. E a vontade de desistir assombra-me. Apetece-me desistir não porque não valha a pena, mas porque me sinto sem forças. Sem forças para lutar. Para enfrentar o mundo.
Os problemas caem do céu que nem chuva num dia de dilúvio. Precisa de mim e eu sei disso. Não quero falhar. Mas tenho medo de me magoar. De me tentar aproximar e de me magoar ainda mais. Preciso de fazer a minha parte, enquanto amiga. Mas tenho tanto medo de estragar tudo o resto. Estou perdida e sem saber o que fazer. Sinto-me a viver dos piores momentos da minha vida. Sinto uma angústia constante que teima em não passar. Não sei como mostrar que mudei e que vou ser uma pessoa diferente, para melhor... Que me vou empenhar muito mais em nós e que nunca mais farei sofrer. Nunca estive numa situação destas e por isso não sei o que fazer. Sinto-me perdida. E não me consigo encontrar.
Tenho de ir. Tenho de ir a Lisboa. Mas dói-me a alma ao pensar nisso. Não sei como vai reagir. Não sei como vou reagir. sei que não sou prioridade e provavelmente serei apenas mais um problema na sua vida. E não sei como inverter isso. Não sei o que fazer. Apetece-me desistir. Sinto-me sem forças... Todos os dias, todas as noites, todos os instantes está no meu pensamento. Não me consgo concentrar em nada. Não consigo dormir, nem comer, já nem chorar consigo porque sinto um vazio enorme, como se nem tivesse mais lágrimas dentro de mim.
E depois há os momentos em que tenho mais esperança... Em sinto alguma proximidade. Mas são momentos raros e passageiros. Tenho medo de ao não magoar mais, me magoe a mim. Não vou aguentar a sua frieza... Não sei como vou suportar a sua distância. Quero ir e preciso de ir, por nós, mas tenho tanto medo.
Sinto-me perdida. E ninguém me encontra.
E o pior de tudo... é que sinto uma falta enorme do seu sorriso...
Por outro lado, às vezes sinto que nos aproximamos. Mas depois há sempre momentos e palavras que me fazem duvidar. E a vontade de desistir assombra-me. Apetece-me desistir não porque não valha a pena, mas porque me sinto sem forças. Sem forças para lutar. Para enfrentar o mundo.
Os problemas caem do céu que nem chuva num dia de dilúvio. Precisa de mim e eu sei disso. Não quero falhar. Mas tenho medo de me magoar. De me tentar aproximar e de me magoar ainda mais. Preciso de fazer a minha parte, enquanto amiga. Mas tenho tanto medo de estragar tudo o resto. Estou perdida e sem saber o que fazer. Sinto-me a viver dos piores momentos da minha vida. Sinto uma angústia constante que teima em não passar. Não sei como mostrar que mudei e que vou ser uma pessoa diferente, para melhor... Que me vou empenhar muito mais em nós e que nunca mais farei sofrer. Nunca estive numa situação destas e por isso não sei o que fazer. Sinto-me perdida. E não me consigo encontrar.
Tenho de ir. Tenho de ir a Lisboa. Mas dói-me a alma ao pensar nisso. Não sei como vai reagir. Não sei como vou reagir. sei que não sou prioridade e provavelmente serei apenas mais um problema na sua vida. E não sei como inverter isso. Não sei o que fazer. Apetece-me desistir. Sinto-me sem forças... Todos os dias, todas as noites, todos os instantes está no meu pensamento. Não me consgo concentrar em nada. Não consigo dormir, nem comer, já nem chorar consigo porque sinto um vazio enorme, como se nem tivesse mais lágrimas dentro de mim.
E depois há os momentos em que tenho mais esperança... Em sinto alguma proximidade. Mas são momentos raros e passageiros. Tenho medo de ao não magoar mais, me magoe a mim. Não vou aguentar a sua frieza... Não sei como vou suportar a sua distância. Quero ir e preciso de ir, por nós, mas tenho tanto medo.
Sinto-me perdida. E ninguém me encontra.
E o pior de tudo... é que sinto uma falta enorme do seu sorriso...
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Falta
Que saudades de ouvir a tua voz antes de adormecer; de saber que mesmo longe, dormimos bem pertinho. De ter o teu amor e de te poder amar, sem mágoas, sem ressentimentos. Que saudades de sermos uma só alma em dois corpos. De lutarmos todos os dias para que tudo fosse um pouquinho mais fácil. De sabermos que acontecesse o que acontecesse, no final do dia, os nossos braços iam unir-se e íamos esquecer todos os problemas nos segundos em que nos abraçamos. Que saudades de te ter na minha vida. De seres a parte mais importante dela.
Sinto a nossa falta. Sinto um vazio tão grande por já não existirmos. Dói-me o corpo e a alma por não te ter. Sinto falta da tua voz. Da tua respiração quando dormes. Sinto falta de acordar e ter-te ao meu lado, a olhar para mim. Sinto falta de te sentir a dormir ao meu lado. Sinto falta de tudo e nada consegue preencher este vazio. Não quero desistir. Mas tu é que me deste sempre as forças de que precisei para não desistir. E agora, quem mas dá?
Já disse que me dói a alma? E nem sabia que a alma podia doer.
sábado, 8 de novembro de 2014
Saudades
Desculpa, mas tenho saudades tuas. A tua ausência mata-me um pouco mais a cada minuto que passa. Desculpa, mas amo-te. Por muito que duvides e não acredites, amo-te. Amo-te como sempre te amei. Amo-te cada vez mais. E cada vez mais me dói amar-te. Desculpa, mas quero-te. Quero-te para mim e comigo. Desculpa, mas por favor, não me abandones. Desculpa, mas preciso de ti. Preciso tanto que se não tiver, prefiro morrer.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Perder
Hoje apeteceu-me escrever. O que é um mau sinal, visto que só me apetece escrever quando estou mal. E agora, estou mesmo mal. Sinto-me vazia por dentro. Sinto-me destruída, inconsolável, desolada. Fiz algo muito grave e quem me dera poder mudar tudo. Há dois dias senti ódio na sua voz. Ódio na voz da pessoa que mais amo neste mundo. Falou-me com ódio, com desprezo. Pela primeira vez na minha vida tive um ataque de pânico. Tive a sensação de que ia morrer com falta de ar. Parecia que o nó na garganta ia apertar tanto que ia acabar por me asfixiar. E o peito, senti o peito tão apertado que parecia que ia rebentar. Apeteceu-me gritar. Sem dó nem piedade. Gritar até me faltar a voz, até não poder mais. Mas na verdade, não tinha voz para gritar.
Tinha tantas coisas para dizer. Eu também me sinto magoada. Também me sinto destruída. Também me sinto morta por dentro. O nosso espaço, onde tanto rimos, tanto choramos, tantas vezes fizemos amor... já não é nosso. E isso dói muito. Dói tanto que me falta o ar e o pânico volta de novo. Eu sei que a culpa é minha, meu Deus, se sei! Ninguém me pode culpar mais do que eu própria... Mas mesmo assim, e talvez também por isso, sinto me a morrer aos poucos. Achei que o nosso amor era para sempre. Que ia superar tudo e ia contra tudo... Senti ódio na sua voz e doeu-me tanto. Eu fiz tanto... por nós. Passei por tantas coisas... mesmo só interiormente, coisas que nunca irá perceber... Eu nunca desisti. Lutei sempre. Quando foi preciso, quando estava em pedaços fui eu que os juntei. Comigo foi feliz, foda-se, eu sei que foi! Tolerei coisas intoleráveis.. Coisas que guardei só para mim só para não magoar nem fazer sofrer. E por isso, tive de as sofrer eu sozinha. E mesmo assim, depois de tudo, e eu sei que fiz uma grande porcaria, mas mesmo assim... não mereço uma oportunidade. Sinto-me abandonada no momento em que eu mais preciso. Por muito que isto doa, é o que sinto. Abandono. Desprezo. Hoje, e há já muito tempo, sou eu que estou em pedaços. Sou eu que estou partida e que preciso de ser "colada" de novo. E, ironicamente, terei de ser eu a fazê-lo. Sozinha.
Se fosse o contrário, tenho pensado nisso, e se fosse o inverso eu acho que perdoava. Porque é insuportável viver neste sufoco de não ter o seu amor. Este aperto, esta sensação de que vou morrer a cada minuto... e às vezes, quem me dera que fosse. Todos os dias espero por uma palavra de carinho. Uma palavra que mostre que me ama... que não vai desistir de mim. Mas essa palavra nunca chega. E isso mata-me. A cada segundo que passa, morro um pouco mais.
Sinto que já ninguém precisa de mim. E assim, qual o sentido de tudo?
Tinha tantas coisas para dizer. Eu também me sinto magoada. Também me sinto destruída. Também me sinto morta por dentro. O nosso espaço, onde tanto rimos, tanto choramos, tantas vezes fizemos amor... já não é nosso. E isso dói muito. Dói tanto que me falta o ar e o pânico volta de novo. Eu sei que a culpa é minha, meu Deus, se sei! Ninguém me pode culpar mais do que eu própria... Mas mesmo assim, e talvez também por isso, sinto me a morrer aos poucos. Achei que o nosso amor era para sempre. Que ia superar tudo e ia contra tudo... Senti ódio na sua voz e doeu-me tanto. Eu fiz tanto... por nós. Passei por tantas coisas... mesmo só interiormente, coisas que nunca irá perceber... Eu nunca desisti. Lutei sempre. Quando foi preciso, quando estava em pedaços fui eu que os juntei. Comigo foi feliz, foda-se, eu sei que foi! Tolerei coisas intoleráveis.. Coisas que guardei só para mim só para não magoar nem fazer sofrer. E por isso, tive de as sofrer eu sozinha. E mesmo assim, depois de tudo, e eu sei que fiz uma grande porcaria, mas mesmo assim... não mereço uma oportunidade. Sinto-me abandonada no momento em que eu mais preciso. Por muito que isto doa, é o que sinto. Abandono. Desprezo. Hoje, e há já muito tempo, sou eu que estou em pedaços. Sou eu que estou partida e que preciso de ser "colada" de novo. E, ironicamente, terei de ser eu a fazê-lo. Sozinha.
Se fosse o contrário, tenho pensado nisso, e se fosse o inverso eu acho que perdoava. Porque é insuportável viver neste sufoco de não ter o seu amor. Este aperto, esta sensação de que vou morrer a cada minuto... e às vezes, quem me dera que fosse. Todos os dias espero por uma palavra de carinho. Uma palavra que mostre que me ama... que não vai desistir de mim. Mas essa palavra nunca chega. E isso mata-me. A cada segundo que passa, morro um pouco mais.
Sinto que já ninguém precisa de mim. E assim, qual o sentido de tudo?
quarta-feira, 2 de abril de 2014
As voltas
A vida dá tantas voltas. Umas vezes estamos lá em cima e, sem percebermos, estamos cá em baixo. Sim, "cá em baixo", porque é onde eu estou agora. As voltas da vida mostram-nos que só pensamos em nós. Por mais que digamos que nos preocupamos com o próximo, isso não é bem assim. Há tantas pessoas doentes e nós nem sequer nos apercebemos e só pensamos "oh coitado". Viver as coisas de fora não custa. As coisas são sempre fáceis quando acontecem aos outros. Só quando batem à nossa porta é que percebemos que esse "coitado" está a sofrer imenso e está a viver um inferno. Porque é isso que as doenças são: um inferno. E é por isso que percebmos que a vida dá voltas. Porque quando vivemos no paraíso, nem sequer sabemos que o inferno existe. Mas quando a porta da nossa casa se torna numa porta para o inferno, aí sim, percebemos que o mundo dá voltas e é superior a tudo e todos. Porque na verdade, não acontece só aos outros. Porque também nos acontece a nós.
E depois é engraçado. Toda a gente diz que temos de lutar e que vai ser difícil mas que vamos conseguir ultrapassar. Mas as pessoas que dizem isso, ainda não sabem o que é o inferno. Não sabem o que é não ter mais força para lutar e viver num mundo cheio de medos, incetezas e inseguranças. Viver dia após dia sem saber como será o amanhã. Ter a certeza de que o amanhã vai ser sempre pior. Saber que a nossa vida nunca mais vai ser a mesma. Será que a felicidade vai voltar? Todos os dias, a todo o momento, achamos que não. E o mundo lá fora continua. As pessoas estão todas na mesma e têm a sua vida normal. Porquê eu? Porquê a mim? Porquê na minha casa? Porquê?
Muitas vezes pergunto-me se será mesmo verdade. Será que isto está mesmo a acontecer? Pode ser um pesadelo. às vezes quando sonhamos parece tão real. E pode ser este o caso. Um pesadelo que parece real. Mas eu vou acordar, não vou?
E depois é engraçado. Toda a gente diz que temos de lutar e que vai ser difícil mas que vamos conseguir ultrapassar. Mas as pessoas que dizem isso, ainda não sabem o que é o inferno. Não sabem o que é não ter mais força para lutar e viver num mundo cheio de medos, incetezas e inseguranças. Viver dia após dia sem saber como será o amanhã. Ter a certeza de que o amanhã vai ser sempre pior. Saber que a nossa vida nunca mais vai ser a mesma. Será que a felicidade vai voltar? Todos os dias, a todo o momento, achamos que não. E o mundo lá fora continua. As pessoas estão todas na mesma e têm a sua vida normal. Porquê eu? Porquê a mim? Porquê na minha casa? Porquê?
Muitas vezes pergunto-me se será mesmo verdade. Será que isto está mesmo a acontecer? Pode ser um pesadelo. às vezes quando sonhamos parece tão real. E pode ser este o caso. Um pesadelo que parece real. Mas eu vou acordar, não vou?
segunda-feira, 17 de março de 2014
Infância
Hoje percebi que tenho saudades de ser criança. Percebi que sinto falta das pessoas que faziam parte da minha infância e que hoje, por diversos motivos, já não fazem.
Hoje percebi que o que me faz falta é não ter responsabilidade e ter alguém responsável por mim.
Hoje percebi que sinto falta de poder brincar aos problemas que, no final, ficavam sempre resolvidos. A ficção é sempre mais fácil e mais bonita.
Hoje também percebi que a vida não é fácil e que se calhar nunca foi, mas pelo menos, quando era criança, parecia. Também percebi que apesar de saber que não ia ser fácil, não tinha noção de que ia ser tão difícil.
Hoje percebi que cresci e hoje sou eu que tenho de ser responsável. Percebi ainda que, sozinha, vai ser muito mais difícil.
Percebi que já não sou uma criança e, o pior de tudo, é ter percebido que isso dói muito.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Falsidade
Aprendi, nos últimos tempos, que a falsidade está onde menos esperamos encontrá-la. Talvez tenha sido culpa minha. Provavelmente foi. Pus as pessoas num patamar superior. Pensei que, já que não sou falsa, as pessoas de que eu gosto e que supostamente gostam de mim, também não seriam.
Às vezes gostava de ser má pessoa. Gostava mesmo. De ter mau fundo, de fazer mal aos outros. Gostava disso porque acho que as pessoas más são mais felizes. Porque as pessoas que falam mal de ti nas costas, se sentem mais realizaas e concretizadas. Gostava porque queria sair deste lado em que sou sempre aquela de quem falam mal e passar a falar mal dos outros. Mas mesmo com maldade e poder atingi-los e magoá-los. Como se fosse uma pessoa má. Gostava de conseguir ser uma pessoa má. era disso que eu gostava.
Às vezes gostava de ser má pessoa. Gostava mesmo. De ter mau fundo, de fazer mal aos outros. Gostava disso porque acho que as pessoas más são mais felizes. Porque as pessoas que falam mal de ti nas costas, se sentem mais realizaas e concretizadas. Gostava porque queria sair deste lado em que sou sempre aquela de quem falam mal e passar a falar mal dos outros. Mas mesmo com maldade e poder atingi-los e magoá-los. Como se fosse uma pessoa má. Gostava de conseguir ser uma pessoa má. era disso que eu gostava.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Sinto-me cada vez mais só. É estranha esta sensação. Há tanta gente à minha volta, mas ninguém está comigo. Há tantas vozes, tantas pessoas, tantos barulhos, e eu sinto-me sozinha. Não é que tenha medo de estar sozinha. Só não percebo esta solidão, que não era suposto ser solidão.
Porque é que estando rodeada de pessoas me sinto só? Pois, penso que isso é porque as coisas que um dia tive e já não tenho, me fazem falta. Sinto-me só porque a vida mudou e já não está preenchida. Sinto-me só porque não tenho as "minhas pessoas" todoas comigo. Acho que esse é o tipo de solidão que sinto.
É uma mudança? Talvez seja. Mas já mudou há tanto tempo, e só agora é que me sinto só.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Criei este blog há uns anos. Na altura da minha vida em que me sentia uma "alfacinha emprestada".
Viajei para Lisboa há sete anos. Vim estudar. Muitas coisas se passaram, muitos momentos, muitas vitórias e muitas derrotas. Às vezes pensava, na minha inocência, que um dia deixaria de me sentir uma "alfacinha emprestada" e iria ser a "verdadeira alfacinha". Sempre gostei muito de Lisboa. Consegui sentir Lisboa como se fosse a minha casa. Mas hoje, chego à conclusão que casa há só uma. Que vou ser sempre uma "alfacinha emprestada". Que não há nada na vida que me possa fazer mudar de opinião.
Vivi os melhores momentos da minha vida nesta cidade que é bela e que amo. Tem recantos, ruelas, becos e lugares únicos e misteriosos, mas uma casa de acolhimento, nunca é a nossa casa.
Hoje percebo que, Lisoa, nunca será minha. Minha é aquela terra, lá longe, que me criou e que me viu nascer. Minha é aquela cidade única que me magoa o coração de tanta saudade. Minhas são aquelas pessoas que me viram crescer e me ensinaram tudo o que sei hoje, os meus princípios e a minha maneira de ver a vida. Isso sim é meu.
Quanto a Lisboa, sim, ainda gosto de Lisboa como pela primeira vez que a vi. Mas as borboletas e o friozinho no estômago, esses, já não são os mesmos.
Viajei para Lisboa há sete anos. Vim estudar. Muitas coisas se passaram, muitos momentos, muitas vitórias e muitas derrotas. Às vezes pensava, na minha inocência, que um dia deixaria de me sentir uma "alfacinha emprestada" e iria ser a "verdadeira alfacinha". Sempre gostei muito de Lisboa. Consegui sentir Lisboa como se fosse a minha casa. Mas hoje, chego à conclusão que casa há só uma. Que vou ser sempre uma "alfacinha emprestada". Que não há nada na vida que me possa fazer mudar de opinião.
Vivi os melhores momentos da minha vida nesta cidade que é bela e que amo. Tem recantos, ruelas, becos e lugares únicos e misteriosos, mas uma casa de acolhimento, nunca é a nossa casa.
Hoje percebo que, Lisoa, nunca será minha. Minha é aquela terra, lá longe, que me criou e que me viu nascer. Minha é aquela cidade única que me magoa o coração de tanta saudade. Minhas são aquelas pessoas que me viram crescer e me ensinaram tudo o que sei hoje, os meus princípios e a minha maneira de ver a vida. Isso sim é meu.
Quanto a Lisboa, sim, ainda gosto de Lisboa como pela primeira vez que a vi. Mas as borboletas e o friozinho no estômago, esses, já não são os mesmos.
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