sábado, 11 de janeiro de 2014

Sinto-me cada vez mais só. É estranha esta sensação. Há tanta gente à minha volta, mas ninguém está comigo. Há tantas vozes, tantas pessoas, tantos barulhos, e eu sinto-me sozinha. Não é que tenha medo de estar sozinha. Só não percebo esta solidão, que não era suposto ser solidão. 
Porque é que estando rodeada de pessoas me sinto só? Pois, penso que isso é porque as coisas que um dia tive e já não tenho, me fazem falta. Sinto-me só porque a vida mudou e já não está preenchida. Sinto-me só porque não tenho as "minhas pessoas" todoas comigo. Acho que esse é o tipo de solidão que sinto.
É uma mudança? Talvez seja. Mas já mudou há tanto tempo, e só agora é que me sinto só. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Criei este blog há uns anos. Na altura da minha vida em que me sentia uma "alfacinha emprestada". 

Viajei para Lisboa há sete anos. Vim estudar. Muitas coisas se passaram, muitos momentos, muitas vitórias e muitas derrotas. Às vezes pensava, na minha inocência, que um dia deixaria de me sentir uma "alfacinha emprestada" e iria ser a "verdadeira alfacinha". Sempre gostei muito de Lisboa. Consegui sentir Lisboa como se fosse a minha casa. Mas hoje, chego à conclusão que casa há só uma. Que vou ser sempre uma "alfacinha emprestada". Que não há nada na vida que me possa fazer mudar de opinião.

Vivi os melhores momentos da minha vida nesta cidade que é bela e que amo. Tem recantos, ruelas, becos e lugares únicos e misteriosos, mas uma casa de acolhimento, nunca é a nossa casa. 

Hoje percebo que, Lisoa, nunca será minha. Minha é aquela terra, lá longe, que me criou e que me viu nascer. Minha é aquela cidade única que me magoa o coração de tanta saudade. Minhas são aquelas pessoas que me viram crescer e me ensinaram tudo o que sei hoje, os meus princípios e a minha maneira de ver a vida. Isso sim é meu. 

Quanto a Lisboa, sim, ainda gosto de Lisboa como pela primeira vez que a vi. Mas as borboletas e o friozinho no estômago, esses, já não são os mesmos.