Mês difícil este. Quase a acabar, finalmente.
Não soube a Natal. Não soube (muito) a família. Não soube a paz ou a felicidade. Não soube a nada.
Só continuo a querer que acabe. Que atenue. Que doa menos. Qualquer coisa que não seja tão difícil.
Cada vez me fazes mais falta. Todos os dias. A toda a hora.
os tralhos da maria em lisboa
Desabafos de uma alfacinha emprestada
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Faz-me falta todos os dias. Fazes-me falta todos os dias.
Difícil aprender a viver assim. Ou re-aprender. Difícil explicar o que se sente. Difícil não desistir de tudo e parar no tempo.
As saudades. Tantas vezes que falamos nelas, sem nunca ter percebido o seu verdadeiro significado. Hoje sei o que são saudades. Saudades são a falta, mas são principalmente o saber que não volta. Isso é o que dói mais. O saber que é para sempre. Ou serão as lembranças de um passado feliz? Já nem sei o que dói mais. Tudo dói. Tudo magoa. Tudo faz doer e tudo faz querer parar.
Falta-me o cheiro; falta-me a presença, o riso, a voz, o respirar, o calor, o conforto. A presença.
Às vezes parece que ainda está. Às vezes parece que se sente a presença. Mas é uma sensação passageira, que rapidamente traz de volta à realidade. Não sei explicar. Não sei continuar assim. Não sei se quero continuar assim. É demasiado difícil e às vezes, só às vezes, apetece-me ser fraca e desistir. Ser sempre forte cansa. Às vezes apetece ser fraca.
Queremos prolongar este sentimento de não verdade. Queremos continuar a fingir que não. Tentamos pensar que, sem dar por isso, a nossa vida já passou. Que daqui a nada sou velha e também a minha vez vai chegar. Porque parece que só quando isso acontecer, vai deixar de doer. Só nesse dia, vai deixar de custar. Vamos estar juntas de novo, não é? Então sim, só nesse dia vai ser mais fácil.
Até lá, vais-me fazer falta todos os dias, a toda a hora. Porque não há amor maior. Nem dor.
Difícil aprender a viver assim. Ou re-aprender. Difícil explicar o que se sente. Difícil não desistir de tudo e parar no tempo.
As saudades. Tantas vezes que falamos nelas, sem nunca ter percebido o seu verdadeiro significado. Hoje sei o que são saudades. Saudades são a falta, mas são principalmente o saber que não volta. Isso é o que dói mais. O saber que é para sempre. Ou serão as lembranças de um passado feliz? Já nem sei o que dói mais. Tudo dói. Tudo magoa. Tudo faz doer e tudo faz querer parar.
Falta-me o cheiro; falta-me a presença, o riso, a voz, o respirar, o calor, o conforto. A presença.
Às vezes parece que ainda está. Às vezes parece que se sente a presença. Mas é uma sensação passageira, que rapidamente traz de volta à realidade. Não sei explicar. Não sei continuar assim. Não sei se quero continuar assim. É demasiado difícil e às vezes, só às vezes, apetece-me ser fraca e desistir. Ser sempre forte cansa. Às vezes apetece ser fraca.
Queremos prolongar este sentimento de não verdade. Queremos continuar a fingir que não. Tentamos pensar que, sem dar por isso, a nossa vida já passou. Que daqui a nada sou velha e também a minha vez vai chegar. Porque parece que só quando isso acontecer, vai deixar de doer. Só nesse dia, vai deixar de custar. Vamos estar juntas de novo, não é? Então sim, só nesse dia vai ser mais fácil.
Até lá, vais-me fazer falta todos os dias, a toda a hora. Porque não há amor maior. Nem dor.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Continuação...
A vida está sempre às voltas. Talvez porque o próprio mundo não pare de girar.
Mas as voltas agora são outras. Os desabafos são outros.
Às vezes, quando muda, muda para melhor. Esta é uma dessas vezes.
Por vezes pensamos que sem "aquela" pessoa na nossa vida, a nossa vida não faz sentido.
Depois percebermos que não é bem assim. Que a verdade é que tudo na vida passa. Mas passa mesmo. Pode doer, pode haver dias em que parece que é o fim do mundo. Mas depois passa.
Já tive várias provas de que passa mesmo.
Não se esquece. Quando se tem coração (daqueles verdadeiros) dificilmente se esquece. Mas há dias em que chegas ao fim do trabalho e pensas "naquilo", mas é apenas para te lembrares de que ainda não tinhas pensado "naquilo".
E continuas a tua vida. Todos os dias.
Depois, há um dia em que levantas a cabeça e lá estás tu; a dar as outras voltas na tua vida e no teu mundo.
As pessoas não são substituíveis. Mas como a presença se acostuma, a falta também.
Hoje sei que sou mais feliz agora. E vou ser ainda mais. Sempre e todos os dias.
Mas as voltas agora são outras. Os desabafos são outros.
Às vezes, quando muda, muda para melhor. Esta é uma dessas vezes.
Por vezes pensamos que sem "aquela" pessoa na nossa vida, a nossa vida não faz sentido.
Depois percebermos que não é bem assim. Que a verdade é que tudo na vida passa. Mas passa mesmo. Pode doer, pode haver dias em que parece que é o fim do mundo. Mas depois passa.
Já tive várias provas de que passa mesmo.
Não se esquece. Quando se tem coração (daqueles verdadeiros) dificilmente se esquece. Mas há dias em que chegas ao fim do trabalho e pensas "naquilo", mas é apenas para te lembrares de que ainda não tinhas pensado "naquilo".
E continuas a tua vida. Todos os dias.
Depois, há um dia em que levantas a cabeça e lá estás tu; a dar as outras voltas na tua vida e no teu mundo.
As pessoas não são substituíveis. Mas como a presença se acostuma, a falta também.
Hoje sei que sou mais feliz agora. E vou ser ainda mais. Sempre e todos os dias.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Quem ama não destrói. O amor já tinha acabdo há tanto tempo. Só eu é que não percebia. Só eu é que não via.
Quem ama não destrói desta maneira. Não usa as pessoas como objetos. Isto não era amor. Sinceramente, talvez nunca tenha sido. Porque quem já amou, mesmo que um dia lá distante, não destrói assim. Se fosse amor, não havia destruição.
Acabou de vez e é custa muito. Custa pensar numa pessoa que signfica(ou) tanto para nós como se ela já não existisse. Dizem que não há nada pior do que perder alguém para sempre, do que a morte.
Mas há. É pior quando alguém morre para nós, mas continua a respirar. É pior saber que foi uma opção. É pior saber que havia uma escolha.
Sou boa pessoa. Sempre fui, sempre vou ser. Tenho bom fundo, faço o bem pelas pessoas. Pode nem sempre ser o melhor, mas é o que eu acho que é o bem. Mas, às vezes, as pessoas trazem o menos bom de mim ao de cima. Quem me dera que me fosse indiferente. Quem me dera não desejar bem, nem mal. Mas não consigo. Neste momento, ainda não consigo.
Vou conseguir, um dia.
Mas nunca mais vou perdoar. Nunca mais vou perdoar por ter levado tanto de mim e ter deitado ao lixo. Nunca mais vou perdoar por ter sido usada. Nunca mais vou perdoar as mentiras, as falsas esperanças, as omissões. Nunca mais vou perdoar ter-me tirado tanto de mim.
Quem ama não destrói desta maneira. Não usa as pessoas como objetos. Isto não era amor. Sinceramente, talvez nunca tenha sido. Porque quem já amou, mesmo que um dia lá distante, não destrói assim. Se fosse amor, não havia destruição.
Acabou de vez e é custa muito. Custa pensar numa pessoa que signfica(ou) tanto para nós como se ela já não existisse. Dizem que não há nada pior do que perder alguém para sempre, do que a morte.
Mas há. É pior quando alguém morre para nós, mas continua a respirar. É pior saber que foi uma opção. É pior saber que havia uma escolha.
Sou boa pessoa. Sempre fui, sempre vou ser. Tenho bom fundo, faço o bem pelas pessoas. Pode nem sempre ser o melhor, mas é o que eu acho que é o bem. Mas, às vezes, as pessoas trazem o menos bom de mim ao de cima. Quem me dera que me fosse indiferente. Quem me dera não desejar bem, nem mal. Mas não consigo. Neste momento, ainda não consigo.
Vou conseguir, um dia.
Mas nunca mais vou perdoar. Nunca mais vou perdoar por ter levado tanto de mim e ter deitado ao lixo. Nunca mais vou perdoar por ter sido usada. Nunca mais vou perdoar as mentiras, as falsas esperanças, as omissões. Nunca mais vou perdoar ter-me tirado tanto de mim.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Amor...
O pensamento de hoje é "será que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?". Não é bem um pensamento, mas é um pensamento.
Gostava de saber a resposta a este pensamento. Acho que sim. Pelo menos quero acreditar que sim, porque se não for possível, isso significa que não amo um dos dois, e isso é impossível.
Quanto mais penso no assunto, mais confusa fico. Podemos amar de forma diferente. Acho que o amor se manifesta de forma diferente e o que nos faz amar as pessoas é aquilo que elas são connosc, ou aquilo que já foram ... Ou aquilo que achamos que podem vir a ser. É tão complexo. É tão difícil de explicar ou de perceber. Eu sei que amo os dois, mas não sei se isso é possível.
Não posso ter os dois. Não era justo para nenhum deles, Talvez nem fosse justo para mim, embora à primeira vista pareça maos do que justo ficar com os dois. Também é complicado porque no meio disto os três podemos sair magoados.
Mas fiz uma escolha... E voltei atrás e depois voltei atrás de novo para a primeira escolha... E isso não pode repetir-se. Fiz uma escolha, e tenho de viver com ela.
Como se ultrapassa o facto de não se saber se foi a escolha certa?
Não posso ter os dois. Não era justo para nenhum deles, Talvez nem fosse justo para mim, embora à primeira vista pareça maos do que justo ficar com os dois. Também é complicado porque no meio disto os três podemos sair magoados.
Mas fiz uma escolha... E voltei atrás e depois voltei atrás de novo para a primeira escolha... E isso não pode repetir-se. Fiz uma escolha, e tenho de viver com ela.
Como se ultrapassa o facto de não se saber se foi a escolha certa?
Acho mesmo que amo duas pessoas.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Já escrevi muitas vezes que "aprendi com a vida". Não sei se aprendi.
As pessoas magoam-nos como se isso fizese parte do sistema natural da vida. Nã faz, meus queridos, não faz.
Na vida, há pessoas que entram e ficam, há outras que entram, saem e levam muito. Quando damos muito de nós e ainda nos levam mais, ficamos com quase nada.
Tive um passado tão feliz. Quando essa felicidade acabou, achei que nunca mais ia ser feliz daquela forma. Achei que nunca mais ia ser amada assim. Mas a vida ensina-nos que as pessoas se amam de formas diferentes. E que a felicidade aparece também ela de diversas formas. Não vou sofrer mais porque o passado é passado e nunca mais vai sair do passado. Daqui a uns anos, olhando para trás, vai estar tão distante que já não vai doer, vão ser apenas memórias. E as memórias apagam-se. E daqui a uns anos, algumas dessas memórias vão estar tão longe que já nem nos vamos lembrar muito bem delas. Neste momento, é o presente que interessa. Sou eu que interesso. Vou amar-me acima de tudo, porque eu mereço. Eles não sabem que eu mereço, por isso não fazem. Mas eu sei que mereço e por isso vou fazer tudo por mim. Sou eu que interesso agora. E sei que vou ser feliz. Não vou ser maios feliz nem menos feliz. Vou ser extremamente feliz.
Estou a escrever este texto porque me sinto magoada outra vez. Mas já não estou chateada. Já não vou passar a noite a chorar. Já não me chateia assim tanto.
Neste momento, não consigo dizer o que me deixa mais triste. se estar magoada ou se o facto de me magoarem já não me deixar triste.
Estou sozinha, neste momento, e sei que não podia estar em melhor companhia. E isso diz tudo.
As pessoas magoam-nos como se isso fizese parte do sistema natural da vida. Nã faz, meus queridos, não faz.
Na vida, há pessoas que entram e ficam, há outras que entram, saem e levam muito. Quando damos muito de nós e ainda nos levam mais, ficamos com quase nada.
Tive um passado tão feliz. Quando essa felicidade acabou, achei que nunca mais ia ser feliz daquela forma. Achei que nunca mais ia ser amada assim. Mas a vida ensina-nos que as pessoas se amam de formas diferentes. E que a felicidade aparece também ela de diversas formas. Não vou sofrer mais porque o passado é passado e nunca mais vai sair do passado. Daqui a uns anos, olhando para trás, vai estar tão distante que já não vai doer, vão ser apenas memórias. E as memórias apagam-se. E daqui a uns anos, algumas dessas memórias vão estar tão longe que já nem nos vamos lembrar muito bem delas. Neste momento, é o presente que interessa. Sou eu que interesso. Vou amar-me acima de tudo, porque eu mereço. Eles não sabem que eu mereço, por isso não fazem. Mas eu sei que mereço e por isso vou fazer tudo por mim. Sou eu que interesso agora. E sei que vou ser feliz. Não vou ser maios feliz nem menos feliz. Vou ser extremamente feliz.
Estou a escrever este texto porque me sinto magoada outra vez. Mas já não estou chateada. Já não vou passar a noite a chorar. Já não me chateia assim tanto.
Neste momento, não consigo dizer o que me deixa mais triste. se estar magoada ou se o facto de me magoarem já não me deixar triste.
Estou sozinha, neste momento, e sei que não podia estar em melhor companhia. E isso diz tudo.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
É?
É assim a vida?
Num dia sentes-te a pessoa mais feliz do mundo. No dia seguinte, sentes-te a pessoa mais infeliz do mundo.
Num dia sentes que tens tudo. No dia seguinte, sentes que não tens nada.
Num dia sentes que consegues fazer tudo. No dia seguinte, sentes que não és capaz de fazer nada.
É assim a vida? Será mesmo? Será que é este o objetivo? Ou estamos só a passar ao lado e quando percebemos, o nosso corpo já está demasiado envelhecido para conseguir lutar pelo que já devia ter lutado há muito tempo?
Não saber o que se sente, não saber o que se tem. É isto, a vida?
Se é, eu não gosto.
Num dia sentes-te a pessoa mais feliz do mundo. No dia seguinte, sentes-te a pessoa mais infeliz do mundo.
Num dia sentes que tens tudo. No dia seguinte, sentes que não tens nada.
Num dia sentes que consegues fazer tudo. No dia seguinte, sentes que não és capaz de fazer nada.
É assim a vida? Será mesmo? Será que é este o objetivo? Ou estamos só a passar ao lado e quando percebemos, o nosso corpo já está demasiado envelhecido para conseguir lutar pelo que já devia ter lutado há muito tempo?
Não saber o que se sente, não saber o que se tem. É isto, a vida?
Se é, eu não gosto.
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